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Asteroide capaz de liberar energia equivalente a 22 bombas nucleares preocupa a Nasa; entenda o risco

Maringa FM ·

Asteroide capaz de liberar energia equivalente a 22 bombas nucleares preocupa a Nasa; entenda o risco

O asteroide Bennu voltou a despertar interesse de cientistas e internautas após novas discussões sobre os riscos que ele pode representar para a Terra no futuro. Com cerca de 500 metros de diâmetro, o...

O asteroide Bennu voltou a despertar interesse de cientistas e internautas após novas discussões sobre os riscos que ele pode representar para a Terra no futuro. Com cerca de 500 metros de diâmetro, o objeto espacial é considerado um dos mais monitorados pela Nasa e, em um cenário hipotético de colisão, poderia liberar uma quantidade de energia equivalente à de aproximadamente 22 bombas nucleares.

Apesar do potencial destrutivo, a agência espacial norte-americana reforça que não há motivo para preocupação. As projeções mais recentes mostram que a possibilidade de impacto é extremamente baixa e que o asteroide é acompanhado continuamente por especialistas para refinar os cálculos sobre sua trajetória.

Por que o asteroide Bennu preocupa os cientistas?

Bennu pertence ao grupo dos chamados asteroides próximos da Terra (Near-Earth Asteroids), corpos celestes cuja órbita passa relativamente perto do planeta. A cada aproximadamente seis anos, ele realiza uma nova aproximação.

Em alguns desses encontros, Bennu chega a cerca de 299 mil quilômetros da Terra — distância menor que a existente entre o planeta e a Lua.

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Embora isso chame atenção, a Nasa calcula que a probabilidade de uma colisão até o ano de 2300 seja de apenas 0,057%, ou cerca de 1 chance em 1.750.

A data que atualmente apresenta a maior probabilidade de impacto é 24 de setembro de 2182, mas mesmo nesse caso o risco continua muito baixo: aproximadamente 0,037%, equivalente a 1 chance em 2.700.

Na prática, isso significa que há mais de 99,9% de chance de Bennu não atingir a Terra.

O que aconteceria se Bennu atingisse a Terra?

Pesquisas realizadas por cientistas com auxílio de simulações computacionais mostram que um impacto envolvendo um asteroide desse porte poderia causar consequências severas.

Além da enorme explosão, a colisão provocaria uma intensa onda de choque, terremotos, incêndios florestais, radiação térmica e abriria uma grande cratera na superfície terrestre.

Os efeitos, porém, não ficariam restritos ao local do impacto. Os estudos indicam que entre 100 milhões e 400 milhões de toneladas de poeira poderiam ser lançadas na atmosfera, alterando temporariamente o clima global.

Esse fenômeno, conhecido como “inverno de impacto”, reduziria a entrada de luz solar, favorecendo a queda das temperaturas e diminuindo o volume de chuvas.

Segundo pesquisadores citados pela Reuters, em um cenário extremo a temperatura média do planeta poderia cair cerca de 4°C, enquanto as chuvas diminuiriam aproximadamente 15%. A redução da luminosidade também afetaria a fotossíntese, com perdas estimadas entre 20% e 30%.

Missão da Nasa trouxe novas informações sobre Bennu

O conhecimento sobre o asteroide avançou significativamente graças à missão OSIRIS-REx, lançada pela Nasa em 2016.

A sonda chegou a Bennu em 2018 e permaneceu por mais de dois anos estudando características como formato, composição, massa, velocidade de rotação e trajetória.

Em outubro de 2020, a missão coletou amostras da superfície do asteroide. O material retornou à Terra em setembro de 2023 e continua sendo analisado por cientistas, contribuindo para pesquisas sobre a origem do Sistema Solar e o comportamento desse tipo de objeto espacial.

Aproximação em 2135 será fundamental

Os pesquisadores também acompanham atentamente a passagem prevista de Bennu pela Terra em 2135.

Embora essa aproximação não represente risco de colisão, a gravidade terrestre poderá alterar discretamente a órbita do asteroide, permitindo que os cientistas façam projeções ainda mais precisas para os séculos seguintes.

Outro fator considerado nos cálculos é o chamado efeito Yarkovsky, um fenômeno causado pela absorção e posterior emissão de calor pelo asteroide. Mesmo sendo uma força extremamente pequena, ela pode modificar lentamente sua trajetória ao longo de décadas.

Por esse motivo, Bennu continuará sob monitoramento constante da Nasa. Com novas observações e estudos, a tendência é que as estimativas sobre sua órbita fiquem cada vez mais precisas, mantendo sob controle qualquer possibilidade de risco futuro para a Terra.

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