Casal de Maringá se reencontra após 23 anos separados por causa de uma carta; conheça a história
Neste 12 de junho, Dia dos Namorados, o GMC Online traz uma história de amor inspiradora, marcada por uma incrível coincidência e uma carta não entregue. O empresário Ricardo França e a médica Maíra C...
Neste 12 de junho, Dia dos Namorados, o GMC Online traz uma história de amor inspiradora, marcada por uma incrível coincidência e uma carta não entregue. O empresário Ricardo França e a médica Maíra Carvalho, de Maringá, namoraram na juventude, se separaram, casaram e tiveram filhos com outras pessoas e se reencontraram, já divorciados, 23 anos depois.
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O ano era 2003. Ricardo, de 20 anos, conheceu Maíra, de 19. Os dois se conheceram numa reunião com jovens de várias igrejas, quando Maíra foi convidada para cantar no evento, e foi amor à primeira vista.
O casal namorou por quatro meses, até que Ricardo decidiu estudar teologia em Curitiba. Namorar à distância, naquela época, era complicado e Maíra terminou o namoro, mesmo os dois ainda estando apaixonados.
— Com essa mudança a gente viu que o relacionamento seria difícil de ser mantido. Então ela terminou comigo, apesar dela dizer que a gente terminou junto (risos). Eu fiquei arrasado. Falei “ela não vai desistir de mim, eu vou esperar um tempo, ela vai me procurar”, mas ela não me procurou e infelizmente a gente não retomou o nosso romance — contou Ricardo.
O que Ricardo não sabia e só descobriu 23 anos depois é que Maíra tentou sim reatar o namoro. Ela enviou uma carta ao ex-namorado declarando todo o amor que sentia por Ricardo. Mas a carta nunca chegou ao destino.
— Um mês depois do nosso término ela escreveu uma carta para mim dizendo que queria retomar o nosso namoro, que eu era o amor da vida dela. Essa carta era para ter sido entregue pela melhor amiga dela na época, mas a amiga dela não me entregou e eu não sabia da existência dessa carta até o ano passado. Ela também não sabia que a carta não tinha chegado. Pelo contrário, essa amiga disse que eu havia rejeitado a carta, mandado devolver e que eu não tinha nem lido. Então ela ficou arrasada.
Nas últimas duas décadas, Ricardo se tornou empresário, dono de uma escola de inglês, se casou e teve uma filha. Maíra se formou em medicina, também se casou e teve dois filhos.
Em setembro do ano passado, Ricardo, que estava divorciado, decidiu procurar Maíra nas redes sociais, depois de um sonho com a amada da juventude. Ele encontrou Maíra e descobriu que ela também estava divorciada.
— Eu não tinha mais contato com ela, mas depois de 23 anos eu sonho com uma menina que eu amei tanto no passado, que eu nunca esqueci, e a gente terminou por causa de uma mudança. Eu mandei mensagem para ela e começamos a conversar, como amigos.
— Um dia ela mencionou a história da carta e eu descobri que ela tinha escrito. Uma carta com quatro páginas, dizendo que me amava, que ela queria casar comigo. Eu comecei a chorar de emoção, e ela também. Ficamos uma hora chorando. Para mim, eu nunca mais teria chance de tê-la na minha vida. E nesse 23 anos eu achei que ela tinha me rejeitado e ela achou que eu tinha rejeitado ela.
O mais curioso aconteceu em seguida. O casal viajou para São Paulo e lá foi ao cinema. O filme em cartaz era ‘O Auto da Compadecida 2’. E o roteiro, que nem Ricardo e nem Maíra conheciam, tratava justamente da história de amor interrompida por uma carta.
— A história do primeiro Alto da Compadecida era o Chicó e a Rosinha casando, eles eram o grande amor da vida um do outro. No segundo filme, eles estão separados pelo destino, por algum motivo, e no decorrer do filme a gente descobre que foi porque ele não recebeu uma carta que ela mandou pra ele. Eu não fazia ideia. Quando o filme começou a acontecer, eu olhei pra ela, ela olhou pra mim: “É a mesma história?”.
A história não acabou aí. Em outra coincidência, a trilha sonora do filme contém a música do casal: Como vai você, de Roberto Carlos.
— Como vai você, eu preciso saber da sua vida, peça alguém pra me contar sobre o seu dia — cantarolou Ricardo.
— Eu estou muito feliz que o dia chegou pra gente se reencontrar e saber que o nosso término foi, na verdade, uma carta que não foi entregue. Mas eu acho que era pra ser do jeito que foi, e eu estou feliz do jeito que está — comemorou o empresário.
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O casal namorou por quatro meses, até que Ricardo decidiu estudar teologia em Curitiba. Namorar à distância, naquela época, era complicado e Maíra terminou o namoro, mesmo os dois ainda estando apaixonados.
— Com essa mudança a gente viu que o relacionamento seria difícil de ser mantido. Então ela terminou comigo, apesar dela dizer que a gente terminou junto (risos). Eu fiquei arrasado. Falei “ela não vai desistir de mim, eu vou esperar um tempo, ela vai me procurar”, mas ela não me procurou e infelizmente a gente não retomou o nosso romance — contou Ricardo.
O que Ricardo não sabia e só descobriu 23 anos depois é que Maíra tentou sim reatar o namoro. Ela enviou uma carta ao ex-namorado declarando todo o amor que sentia por Ricardo. Mas a carta nunca chegou ao destino.
— Um mês depois do nosso término ela escreveu uma carta para mim dizendo que queria retomar o nosso namoro, que eu era o amor da vida dela. Essa carta era para ter sido entregue pela melhor amiga dela na época, mas a amiga dela não me entregou e eu não sabia da existência dessa carta até o ano passado. Ela também não sabia que a carta não tinha chegado. Pelo contrário, essa amiga disse que eu havia rejeitado a carta, mandado devolver e que eu não tinha nem lido. Então ela ficou arrasada.
Nas últimas duas décadas, Ricardo se tornou empresário, dono de uma escola de inglês, se casou e teve uma filha. Maíra se formou em medicina, também se casou e teve dois filhos.
Em setembro do ano passado, Ricardo, que estava divorciado, decidiu procurar Maíra nas redes sociais, depois de um sonho com a amada da juventude. Ele encontrou Maíra e descobriu que ela também estava divorciada.
— Eu não tinha mais contato com ela, mas depois de 23 anos eu sonho com uma menina que eu amei tanto no passado, que eu nunca esqueci, e a gente terminou por causa de uma mudança. Eu mandei mensagem para ela e começamos a conversar, como amigos.
— Um dia ela mencionou a história da carta e eu descobri que ela tinha escrito. Uma carta com quatro páginas, dizendo que me amava, que ela queria casar comigo. Eu comecei a chorar de emoção, e ela também. Ficamos uma hora chorando. Para mim, eu nunca mais teria chance de tê-la na minha vida. E nesse 23 anos eu achei que ela tinha me rejeitado e ela achou que eu tinha rejeitado ela.
O mais curioso aconteceu em seguida. O casal viajou para São Paulo e lá foi ao cinema. O filme em cartaz era ‘O Auto da Compadecida 2’. E o roteiro, que nem Ricardo e nem Maíra conheciam, tratava justamente da história de amor interrompida por uma carta.
— A história do primeiro Alto da Compadecida era o Chicó e a Rosinha casando, eles eram o grande amor da vida um do outro. No segundo filme, eles estão separados pelo destino, por algum motivo, e no decorrer do filme a gente descobre que foi porque ele não recebeu uma carta que ela mandou pra ele. Eu não fazia ideia. Quando o filme começou a acontecer, eu olhei pra ela, ela olhou pra mim: “É a mesma história?”.
A história não acabou aí. Em outra coincidência, a trilha sonora do filme contém a música do casal: Como vai você, de Roberto Carlos.
— Como vai você, eu preciso saber da sua vida, peça alguém pra me contar sobre o seu dia — cantarolou Ricardo.
— Eu estou muito feliz que o dia chegou pra gente se reencontrar e saber que o nosso término foi, na verdade, uma carta que não foi entregue. Mas eu acho que era pra ser do jeito que foi, e eu estou feliz do jeito que está — comemorou o empresário.
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