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Há mais de duas décadas fechado, Hotel Bandeirantes de Maringá completa 70 anos e continua como propriedade privada

Maringa FM ·

Há mais de duas décadas fechado, Hotel Bandeirantes de Maringá completa 70 anos e continua como propriedade privada

O Hotel Bandeirantes de Maringá foi tombado pelo Estado em 2005 e, desde então, permanece fechado pelos proprietários. The post Há mais de duas décadas fechado, Hotel Bandeirantes de Maringá completa 70 anos e continua como propriedade privada appeared first on GMC Online.

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Foto: Prefeitura de Maringá/Divulgação

O Hotel Bandeirantes de Maringá está prestes a completar 70 anos. Inaugurado em 22 de setembro de 1956 como Grande Hotel Maringá pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná (CMNP), o local foi um dos principais empreendimentos da região nas décadas seguintes, sendo fundamental para o processo de formação urbana e social de Maringá.

O edifício foi transferido para diferentes proprietários ao longo dos anos, e ainda pertence à iniciativa privada. No entanto, o hotel está fechado desde 2005, mesmo ano em que foi tombado como Patrimônio Histórico e Cultural do Paraná. De lá para cá, há uma luta entre o interesse privado, o poder público, a busca da lucratividade e a importância social do patrimônio.

Além do tombamento, o Hotel Bandeirantes foi declarado como bem de interesse público pela Prefeitura de Maringá, em 2017, e pelo Estado, em 2018. Os decretos visavam uma futura desapropriação do imóvel, para que passasse a estar sob a tutela do Estado e, então, ser utilizado para o interesse público. O decreto estadual, no entanto, foi anulado em 2019 e desde então houve novas tratativas para a desapropriação.

— Não tem conversa do município nesse momento para retomar o processo. E a Prefeitura não tem essa intenção no momento, pelo menos até agora, a gente não debateu esse tema. A Prefeitura não tem nenhum processo de desapropriação em andamento para o prédio do Hotel Bandeirantes. A gente não tem nenhuma tratativa com o proprietário no momento sobre esse assunto. É simplesmente uma pauta que a gente não desenvolveu ainda. A gente tem outras pautas demandantes — esclareceu o secretário de Cultura de Maringá, Tiago Valenciano, ao GMC Online.

A quem pertence o Hotel Bandeirantes?

O hotel foi vendido pela CMNP no início da década de 1960 para as Organizações Ferraretto, um grupo que administrava hotéis em algumas regiões do Brasil, com empreendimentos também em Londrina e São Paulo. Posteriormente, na década de 1970, a propriedade foi adquirida pelo comendador polonês Jacob Zwecker, proprietário do Velho Barreiro e de grandes fazendas. A família Zwecker segue como proprietária até hoje.

Sob esta administração, o hotel funcionou normalmente até 2005, embora já não estivesse mais em seu auge. Na época, o responsável era Ricardo Zwecker, filho do comendador, que tinha a intenção de manter o funcionamento. Ele havia contratado o arquiteto Aníbal Verri Júnior para projetar uma remodelação da ala do hotel na Avenida Duque de Caxias, com o incremento de lojas e restaurantes. Porém, o proprietário considerou que os processos públicos de tombamento “feriam os princípios da propriedade privada”, e decidiu pelo fechamento. 

— O Ricardo chegou a comprar uma bandeira para pôr no hotel. E na época ele me procurou. Eu fiz um projeto de remodelação na Avenida Duque de Caxias, ali nos fundos do hotel, que tem um muro, para pôr umas lojas. Ele estava com vontade de fazer funcionar. Trouxe um restaurante, era um restaurante português. Pôs um bar do hotel funcionando. E aí aconteceu o pedido de tombamento no Estado. O Ricardo ficou descontente com o processo. Não queria que tombassem, por estar com o hotel funcionando. Ele resolveu fechar o hotel — contou Aníbal Verri Júnior, professor na UEM e autor da dissertação “A obra de José Augusto Bellucci em Maringá”. 

Entre inúmeras tentativas de desapropriação ou compra do hotel desde o tombamento, nunca aceitas pela família proprietária, não se sabe o real motivo do espaço permanecer fechado e sem utilidade. 

— Desde 2005 para cá, nós estamos falando de 21 anos. Eu acho que já é tempo suficiente para ter operado algum negócio ali. Se eles [família Zwecker] acham que em algum momento isso vai ser destombado, não vou dizer que a chance é zero, mas a chance é perto de zero. E obviamente, se isso acontecer, eu acredito que haverá uma revolta popular bastante significativa e o prejuízo político é muito maior para quem assumir essa responsabilidade — ponderou o historiador Miguel Fernando, idealizador do projeto Maringá Histórica e ex-secretário de Cultura do município. 

A reportagem entrou em contato com os membros da família Zwecker, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

Estado é o responsável por fiscalizar o espaço

Com o reconhecimento do Hotel Bandeirantes como patrimônio cultural do Paraná, o imóvel e todas as estruturas tombadas não podem mais ser modificados, além de se exigir a preservação contra a degradação por parte dos proprietários privados, mesmo que não utilizem o espaço. 

A fiscalização da preservação é de responsabilidade do Estado, como agente do tombamento, e não da Prefeitura de Maringá. 

— O município pode intervir, mas a responsabilidade de acompanhamento desse tombamento, fiscalização, manutenção, é do Estado. Muita gente às vezes reclama que o município não faz nada. Ele pode até questionar, mas é o Estado que tem que fiscalizar — explicou Miguel Fernando.

Apesar disso, o imóvel apresenta visível degradação pela ação do tempo, além de pichações. Segundo o secretário Tiago Valenciano, o Estado não tem realizado as vistorias necessárias, por não possuir equipes competentes para tal.  

— A gente não pode obrigar o Estado a fazer a fiscalização e a preservação do bem tombado que é feito somente pelo Estado. Até onde eu sei, o Estado não faz essas vistorias. Eles não têm equipe competente para isso, porque até agora eles não fizeram, não sei se eles têm feito isso regularmente — evidenciou o secretário. 

— A gente tem que fazer uma pressão sobre o Estado para fiscalizar, para penalizar e quem sabe multar os proprietários no caso de deixar a revelia. É um direito deles deixar fechado, mas precisam manter, deixar visual como estava anteriormente. É claro que tem uma depreciação natural do imóvel, mas mesmo assim a gente tem que cobrar a manutenção dele — destacou Miguel Fernando.

A reportagem enviou questionamentos à Coordenação do Patrimônio Cultural da Secretaria da Cultura do Paraná a respeito da fiscalização do tombamento do Hotel Bandeirantes, possíveis denúncias já recebidas ou notificações aos proprietários. A Secretaria não se manifestou até a publicação desta matéria.

Os decretos de interesse público e a desapropriação revogada

O tombamento estadual, inscrito em 30 de maio de 2005 no Livro do Tombo Histórico sob o n.º 156-II, reconheceu o edifício do Hotel Bandeirantes como patrimônio cultural do Paraná. Sua preservação está relacionada tanto ao pioneirismo da arquitetura moderna no estado quanto à memória da formação de Maringá como um dos principais núcleos urbanos do Norte Novo paranaense.

Em dezembro de 2018, a então governadora Cida Borghetti assinou o decreto estadual de utilidade pública do Hotel. Esta era a primeira etapa para a desapropriação do prédio de características modernistas. De acordo com a governadora, o objetivo era transformá-lo em um museu, onde os visitantes poderiam vivenciar a história da urbanização e do desenvolvimento do Norte e Noroeste do Paraná.

Pelo decreto, o Estado repassaria o valor de R$ 23,5 milhões aos proprietários para o processo de desapropriação do imóvel, mas o documento foi anulado no início de 2019, pelo então empossado governador Ratinho Junior, que havia determinado a revisão de todas as ações normativas legais públicas recentes, com o objetivo de rever os gastos. O valor da desapropriação foi calculado pela Prefeitura de Maringá, e validado por parecer da Procuradoria-geral do Estado (PGE). Os recursos sairiam do orçamento daquele ano da Secretaria de Cultura do Estado.

O decreto permitia o uso, visitação e ocupação para uso comercial e educacional do imóvel como empreendimento turístico e autorizava a PGE a promover medidas judiciais e extrajudiciais para assegurar a desapropriação da área.

Para Miguel Fernando, então secretário de Cultura de Maringá, a revogação já era esperada, visto que a o decreto e a reserva de gastos haviam sido indicadas nos últimos dias de gestão de Cida Borghetti.

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Foto: Acervo Prefeitura de Maringá

Em 2017, a Prefeitura de Maringá também já havia publicado um decreto de utilidade pública visando a desapropriação do imóvel. O objetivo era evitar que o prédio fosse comprado pela iniciativa privada e descaracterizado. 

Conforme o documento municipal, o imóvel foi declarado “de utilidade pública, para fins de desapropriação amigável ou judicial” a fim de ser destinado à “ampliação do Paço Municipal”.

De acordo com um anexo que acompanha o decreto, do 2º Ofício de Registro de Imóveis de Maringá, em 2012 a prefeitura avaliou o imóvel em R$ 14 milhões.

— Dentro desse processo de desapropriação, que pode caminhar por vias judiciais, em acordos, é feita uma avaliação do imóvel. E aí que, geralmente, o processo trava. Porque a avaliação do perito vai levar em consideração uma série de fatores, dentre eles, condição, mercado, etc. E o valor, geralmente, é muito aquém do que os proprietários estão interessados em comercializar. E aí eles judicializam, se faz uma nova proposta e aguarda a decisão do juiz. Depois disso, o Estado decide se compra ou não. Então é algo que, talvez, se tivesse iniciado lá em 2019, agora, talvez, a gente teria um panorama de como a situação estaria — explicou Miguel Fernando.

Hotel seria transformado em museu

Ao longo dos últimos 20 anos, diversas tentativas de compra do hotel foram realizadas pelo poder público, com diferentes intermediários, compradores e objetivos de transformação do espaço. No decreto estadual de 2018, a ideia era transformar o imóvel em um museu, mas a natureza do acervo e as propostas para o espaço nunca foram definidas. Também não existe um documento de avaliação atualizado do real valor da propriedade.

— Eu participei de algumas tentativas de mediar a venda. Uma delas para o Fecomércio, para transformar o espaço sendo vinculado ao Sesc num hotel e restaurante escola. Houve também outras tentativas para que o Estado comprasse, de modo que se tornasse um braço da Universidade Estadual de Maringá (UEM). E segundo se conta, é que várias tentativas foram frustradas porque se definia um valor e, na hora de bater o martelo no acordo, a família proprietária pedia um valor muito maior — contou Miguel Fernando.

O historiador também já imaginou o espaço como um hotel boutique, um centro comercial, ou até mesmo utilizar os salões do imóvel para eventos, como casamentos. Na época em que era secretário municipal, Miguel Fernando propôs alugar o hotel para instalar a biblioteca central Bento Munhoz da Rocha Neto, mas nunca recebeu uma devolutiva dos proprietários. 

— Tem um valor estratégico, turístico e cultural que Maringá não se apropria. Muito maringaense sai daqui para ir para a Europa, para ficar deslumbrado com hotéis, boutiques, com espaços culturais, espaços históricos, mas aqui na cidade não tem esse valor. Claro, é uma cidade muito jovem, vai completar 80 anos, mas alguma coisa de fato precisa ser feita ali. É claro que a gente sabe que existem grandes desafios do outro lado, que é o cumprimento das normas vigentes de sanitarismo, segurança, prevenção de incêndio, acessibilidade, tudo isso encarece uma operação como essa. Mas é um empreendimento no coração da cidade que tem um valor muito significativo. […] A gente sente uma dificuldade muito grande dos proprietários quererem fazer algum negócio. Claro, a propriedade de fato é deles, mas eu acho que existe uma responsabilidade comum ali por ser um bem que tem um afeto tão grande com a comunidade local de Maringá. 

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Foto: Gabriel Bukalowski/g1

Para Aníbal Verri Júnior, o espaço precisa ter um caráter cultural. O arquiteto, que também é membro da Comissão Especial de Preservação do Patrimônio Histórico de Maringá, enxerga boas propostas na transformação do hotel em um museu da cidade, ou até mesmo uma extensão da UEM. A instituição do Sesc, que possui grande caráter cultural e social no Estado de São Paulo, também seria uma boa alternativa, segundo o arquiteto. Aníbal, que é professor da UEM, utilizou o hotel como 

Vale destacar que os ambientes internos como um todo do Hotel Bandeirantes não são tombados. Somente a volumetria do imóvel e alguns elementos do interior não podem ser modificados. Isso abre brecha para que o espaço seja transformado de acordo com a necessidade de um futuro projeto que lá seja instalado. Apesar disso, como o espaço está fechado há muito tempo, o investimento para a restauração e adequação às normas vigentes seria alto e poderia inviabilizar uma compra.

— No âmbito do patrimônio histórico, nada pode, mas tudo pode. Se eu chegar lá no Patrimônio do Estado e falar “posso demolir uma ala, reorganizar o espaço?”, o Patrimônio vai falar sempre que não. Só que se você levar um projeto que mostra como isso vai se relacionar, é possível fazer. A gente vê isso na história da arquitetura toda. No Patrimônio Histórico, geralmente é isso. Você vai fazer intervenções para atualizar o imóvel e aí você tem que tratar em cima da proposta, não é assim, de uma suposição — ressaltou Aníbal. 

— Hoje o nosso maior problema é que o proprietário não quer vender. Economicamente o que se fala é que ele é inviável. No valor que se quer, no que o dono fala que vale. Para quem faz conta, fala que é inviável economicamente. Você vai pôr um dinheiro lá que não vai retornar. Se reabrir o hotel, tem que refazer os quartos, montar, restaurar o prédio. Na hora que você vê, é mais barato construir um hotel enxuto. E outra, hoje ele tem poucos quartos para o padrão de viabilidade de um hotel. 

Atualmente, a Prefeitura de Maringá não trabalha com a possibilidade de compra do hotel, tanto pelo alto valor que demandaria a operação quanto pelo não ter interesse na utilização do imóvel neste momento.

— É caro uma compra de um prédio daquela magnitude naquela região. A Prefeitura precisa de um valor financeiro não somente de compra, mas também de reforma. Se você comprar, a população vai exigir que a gente reforme e coloque para uso. Então é um valor um pouco dispendioso. Por enquanto a gente não se envolveu no tema — ressaltou Tiago Valenciano.

História do Grande Hotel Maringá

Desde a sua fundação, em 1947, Maringá já previa a construção de um hotel de primeira categoria, que atendesse todo o Norte paranaense, cuja economia vinha sendo impulsionada pela cultura cafeeira. A CMNP queria um espaço para receber pessoas interessadas no negócio de terras e produtos da chamada “frente pioneira” no Paraná.

O projeto foi encomendado em 1951 ao arquiteto paulista José Augusto Bellucci, o mesmo responsável pela Catedral de Maringá. Ele tinha relação com Hermann Moraes Barros, diretor-gerente da CMNP, por ter projetado sua casa. 

O hotel foi inaugurado em 1956 e se transformou em um dos ícones da cidade. O livro Espirais do Tempo – Bens Tombados do Paraná, publicado pela Secretaria de Estado da Cultura em 2006, destaca a obra como uma das pioneiras do estilo modernista do Estado. O hotel fica localizado na Praça Deputado Renato Celidônio, nº 190, em um terreno de 5.473 m². 

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Foto: Prefeitura de Maringá/Divulgação

A edificação apresenta características vinculadas à arquitetura moderna, com valorização da funcionalidade, da ventilação e da iluminação natural. O conjunto é composto por blocos de três pavimentos interligados, com 69 apartamentos e pátios internos que favorecem a aeração e a iluminação das alas. Sua estrutura utiliza concreto armado, paredes de alvenaria de tijolo e cobertura em telhas de fibrocimento.

— O Bellucci era muito experiente e estava conectado com tudo que se fazia no mundo. Ele deu um tom para o que veio em seguida na cidade, tanto que ele acabou atendendo os prefeitos até os anos 70. Então além do hotel, ele fez a Catedral, o Maringá Clube, o Cemitério Municipal, a Praça Napoleão Moreira da Silva, a Prefeitura. Ele foi fazendo os edifícios de interesse público com muita qualidade e foi influenciando os jovens engenheiros que chegavam por aqui, depois foram aparecer os arquitetos. Mas quando se vê o padrão construtivo e espacial, aquilo deu um ritmo, um tom importante para as cidades. Acho que essa é uma característica da influência do prédio em si e do processo de trabalho que esse arquiteto trouxe para o Maringá. 

Além do valor arquitetônico, o antigo hotel preservava elementos de acabamento e mobiliário associados ao gosto modernista da década de 1950, especialmente nas áreas sociais, cujos ambientes foram projetados de maneira integrada às suas funções. Esses aspectos reforçam a importância do edifício como testemunho material de um período significativo da história urbana, social e econômica de Maringá.

O primeiro bloco do hotel, de frente para a praça, abriga a recepção, restaurante, bar e dois salões. Além de atender hóspedes e residentes, o hotel era destinado à realização de eventos e festas da sociedade maringaense. 

O espaço hospedou grandes nomes como o Rei Pelé, quando o time do Santos jogou na cidade, e o imperador Akihito e a imperatriz Michiko do Japão. O empresário Juarez Arantes, conhecido como “o homem mais rico de Maringá”, foi morador do hotel. Em 1958, o Grande Hotel Maringá hospedou muitos atores e artistas de renome da época, durante um Festival de Cinema Nacional, ocorrido em Maringá.

Quase todos os mobiliários foram vendidos

Além do projeto arquitetônico, Bellucci também respondeu pelo design do mobiliário, luminárias e até mesmo pela escolha de detalhes como os tipos de talheres. O arquiteto tinha um controle muito rigoroso sobre todas as etapas da concepção e execução da obra e chegou a produzir modelos e maquetes para demonstrar como os ambientes deveriam ser organizados. 

Mesmo com o grande valor simbólico, artístico e arquitetônico de todos os elementos do hotel, nem tudo foi tombado para a preservação. Além da volumetria externa, elementos principais, como a escada de acesso, e uma chapeleira de madeira não podem sofrer modificações ou deixar o espaço.

Miguel Fernando visitou o hotel algumas vezes, mas os proprietários não autorizaram imagens internas. De acordo com o historiador, o imóvel conta com alguns poucos móveis da época, como máquinas de lavar, um bar, a chapelaria e alguns móveis nos quartos, como estruturas de camas.

Segundo Aníbal Verri Júnior, na época do fechamento, em 2005, Ricardo Zwecker posicionou os mobiliários na frente do hotel e realizou um saldão de vendas. Muitos móveis foram vendidos e hoje estão sob posse, principalmente, de outras pessoas em Maringá.

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    1/3 Foto: Reprodução/RPC
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